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Uma boa notícia para depressivos, ansiosos e fóbicos: ampara 110859

Uma boa notícia para depressivos, ansiosos e fóbicos: amparados em novas descobertas, psiquiatras e psicólogos unem forças para combater os transtornos da mente, superando décadas de divergências. O início do século XXI marca uma nova fase no tratamento dos transtornos da mente depois da “era Prozac”, na qual se acreditava que a medicina desenvolveria remédios capazes de curar, sozinhos, as diversas variedades de ansiedade e depressão. Hoje, profissionais de diversas especialidades combinam suas técnicas contra a doença. Psiquiatras e psicólogos acham que as melhores terapêuticas são aquelas que combinam remédios e psicoterapias. O predomínio de um ou de outro recurso varia de caso para caso. Nos últimos anos, ficou claro que os fatores biológicos e os psicossociais são igualmente importantes. Ao longo dos anos 90, neurologistas esquadrinharam o cérebro usando as mais modernas técnicas de ressonância magnética, geneticistas mapearam a transmissão dos transtornos mentais por meio do DNA e biólogos detalharam a química dos neurônios. O resultado é que hoje se conta com um conhecimento incrivelmente maior para tratar os transtornos da mente. Entretanto, por mais que a farmacologia tenha se beneficiado de novas descobertas, a criação de medicamentos que curem definitivamente todos os sofrimentos da mente sem a ajuda de terapias é considerada um horizonte distante.

Tomas Furmark, utilizando a tomografia por emissão de pósitrons (PET), analisou o encéfalo de pacientes com fobia que haviam se tratado unicamente com terapia cognitivo-comportamental, e de pacientes que haviam utilizado remédio. Os resultados mostraram que a terapia  altera o funcionamento cerebral tanto quanto a química medicamentosa o faz. Essas alterações já foram demonstradas em casos de mal de Alzheimer, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão. Mesmo com essas evidências, as técnicas de neuroimagem identificam apenas o funcionamento cerebral nos transtornos, mas não especificam as etiologias. Para estabelecê-las, é preciso investigar a  hereditariedade e os eventos da vida de cada indivíduo. Daí a importância de integrar a genética, a psiquiatria e o estudo dos fatores psicossociais. Para a recuperação funcional, a reinserção do indivíduo na sociedade, a psicoterapia é poderosa.

Veja. Medicina da alma. 1.º/12/2004.

Considerando essa reportagem como referência, julgue o item a seguir conforme os princípios e estudos atuais da psicologia como ciência do comportamento.

O texto está em acordo com o modelo biomédico de saúde, de acordo com o qual variáveis biológicas e psicossociais são igualmente relevantes no desenvolvimento de doenças físicas e mentais.

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